sufoco
“Cercada pela cidade
Pelos carros
Pelo concreto
Que me impedem de ver o mar.
Cercada pela correria
Letargia
Pela pobreza
Incerteza dessa esquina.
Essa rua que me cerca
Depois dessa curva incerta
Onde vai dar?
Deserto de concreto povoado
É o que se há de alcançar
Sigo em frente,
dobro a esquina,
Não me permito esperar.
Vou com a passeata do tempo,
No embalo desse vento
Que não me deixa descansar.
Quero árvores e horizonte
Silêncio, mato, fonte.
Quero um canto para pensar.”
Manu Rangel – 28/02/2008